• Histórias de viagem,  Perrengues,  Uruguai

    A primeira vergonha em outro idioma a gente nunca esquece

    Olá, viajante! Vez ou outra nos deparamos com imprevistos ou dificuldades em nossas viagens. Alguns mais sérios, outros engraçados, no final tudo vira história para contar. Como você lida com esses contratempos?   Dificuldade em aprender outro idioma e a importância de arriscar na hora de falar Eu nunca fui boa em espanhol. Costumava ser minha pior nota do colégio (depois de física, claro). De modo geral, eu sempre batalhei para aprender outro idioma. Fiz anos de cursinho de inglês e dois intercâmbios para os Estados Unidos, mas dou adeus à fluência sempre que fico um pouco de tempo sem praticar. Apesar disso, eu tenho pouca vergonha na hora de me comunicar com estrangeiros. Viajando pela América do Sul e por outros países cuja língua eu não domino, percebi que, com jeitinho e paciência, todo mundo é capaz de entender e se fazer entender. E, como já diz sábio o ditado popular, quem não arrisca, não petisca. No entanto, a cara de pau pode te fazer pagar alguns micos também rs.   Falta de planejamento e contratempos cotidianos Lá estava eu, em pleno verão uruguaio, explorando Montevidéu com mais 4 amigos. Foi uma viagem muito esperada e, para mim, era a realização de mais um sonho. Como tínhamos a intenção de passar pela capital tanto no início quanto no final do mochilão, optamos por ficar em bairros diferentes nas duas mini temporadas. Após pesquisarmos bastante, escolhemos o bairro Pocitos para nossa primeira estadia. Como tínhamos chegado um dia antes naquele país maravilhoso, não podíamos estar mais empolgados. Decidimos, então, ir caminhando do nosso local de estadia até o Centro Histórico. Afinal, o que eram 5km para quem já estava até planejando uma travessia entre duas cidades, não é mesmo? Após explorarmos o Centro de Montevidéu e tomarmos nosso primeiro café juntos, decidimos que era hora de voltar para o hostel. Porém, não tínhamos internet, nem fazíamos ideia de qual condução pegar para Pocitos. Decidimos, então, colocar nosso portunhol pra jogo e pedir informação para a atendente de um centro de exposições perto de onde estávamos.   A primeira vergonha em outro idioma a gente nunca esquece Eu, super animada para me comunicar com uruguaios, fui perguntar para a moça como fazíamos para chegar ao nosso destino. Acontece, que como eu disse no início do post, eu era péssima em espanhol no colégio. Lembrava de poucas coisas, mas de uma eu tinha certeza: como se pronuncia…

  • Financeiro,  Planejamento,  Primeira Viagem

    Quanto vou gastar para viajar?

      Olá, viajante! A primeira coisa que queremos saber quando estamos planejando uma viagem é o valor que vamos pagar por ela. Com a internet ficou muito mais fácil ter acesso aos preços de qualquer coisa até do outro lado do planeta, mas, mesmo com esse mundo de informações, corremos o risco de esquecer pequenos prováveis gastos que no final da viagem somam um dinheirão. Para não ter que se desesperar na hora de pagar o cartão, ou pior, passar um perrengue danado do outro lado do mundo, é preciso fazer um planejamento financeiro antes de botar o pé na estrada.   Comece a aprender aqui quais são os gastos de uma viagem para não passar nenhum aperto no seu próximo destino!     PLANEJAMENTO FINANCEIRO – PRÓXIMA VIAGEM 1- Gastos pré viagem Documentação: seu destino precisa de passaporte? Exige visto? Demanda comprovante de vacinação contra febre amarela (CIVP)? Seguro viagem: eu, particularmente, aconselho a sempre viajar com um, mas, na maioria dos destinos, o seguro não costuma ser obrigatório; Passagens de ida e volta; Compras para a viagem: impressões de reserva de hotel, medicamentos, roupa especial (caso seu destino exija), etc. 2- Gastos básicos durante a viagem Hospedagem; Locomoção: transporte público, transporte entre destinos (caso vá em mais de uma cidade ou país) ida e volta para a rodoviária, aeroporto, etc.; Alimentação: fazer uma média de gastos diários, de acordo com os preços do destino escolhido; 3- Gastos com turismo Pontos turísticos a serem visitados: museus, igrejas, etc; Pratos típicos; Experiências pagas: peças teatrais, mergulho, baladas, etc. Compras pessoais: aquele perfume, vinho ou peça de roupa que compensa comprar para levar para casa. 4- Outros Presentes: é importante estabelecer uma meta de quanto vai gastar com as lembrancinhas, para não acabar empolgando e comprando mais do que devia; Gastos paralelos: gorjeta, incentivo a artistas de rua, lockers, banheiro e outros gastos que parecem pequenos, mas dão um desfalque naquele orçamento apertado. 5- Imprevistos Perder um voo, ser furtado, ter que ficar 1 ou 2 dias a mais em outro país. Nunca se sabe o tipo de perrengue que pode te esperar na próxima viagem! Por isso, aqui eu costumo colocar 10% sobre o valor dos itens 2, 3 e 4.   Pronto! Você pode fazer uma planilha com os itens acima ou, assim como eu, escrever tudo à mão e levar um caderninho com você. Quando os gastos acima forem calculados,…

  • Financeiro,  Primeira Viagem

    Viajar custa caro?

    Olá, viajante. Você sabe se viajar custa caro? Bem antes de me aventurar por esse mundão afora eu já me questionava se conseguiria viajar por conta própria. Durante minha infância, só passava férias com a família em Guarapari, na roça ou em Caldas Novas. Tinha noção, no máximo, do preço do picolé que eu comprava na Praia do Morro (com o dinheirinho que vovó me dava por acertar a tabuada na hora do café da manhã), ou daquele tererê super descolado com conchinhas na ponta – que eu fazia questão de usar até arrebentar. Lembro que uma época cismei de juntar o dinheiro do lanche da escola. Achava que, com ele, conseguiria o suficiente para viajar para a Disney com minha prima. Esse plano não durou muito tempo, obviamente. Depois de perceber quão pouco aqueles 2 reais significavam, fiquei muito desanimada. Comecei a achar que só visitaria outro país depois de adulta, com família constituída, casa própria e carreira estável. Bom, hoje tenho a idade que, quando criança, imaginava que conquistaria todas as outras coisas que citei aí atrás. Por enquanto eu tenho algumas viagens na conta, mas tô longe de alcançar o resto.   Nem tanto ao céu, nem tanto à terra Passado algum tempo, minhas concepções mudaram e viajei um bocado de vezes sem o famigerado paitrocínio. Conversando com amigos sobre o assunto, notei algo interessante. Existem pessoas, de todas as idades, com ideias semelhantes às que tive quando criança: A primeira, que viajar é muito fácil – só demanda coragem para sair por aí, explorando canto a canto do planeta; A outra, que para viajar é preciso fazer um consórcio, vender um carro, ou focar toda a renda para comprar aquele pacote de agência de viagens. Primeiramente, é importante frisar que cada pessoa tem uma realidade financeira, mas os pensamentos acima não são, de todo, verdade. Não posso garantir que é possível que você viaje uma vez por semestre. Também não posso afirmar que é impossível juntar dinheiro suficiente para rodar o mundo com apenas um ano de trabalho. No entanto, há diversas maneiras de deixar uma viagem mais acessível, de acordo com suas condições. Para isso, é necessário aprender a fazer as escolhas certas, planejar de forma eficaz e entender até onde você pode ir com seu dinheiro (literalmente). Como resultado, sua viagem deixa de ser um sonho e se torna um objetivo.   Mas e aí, custa…

  • É um prazer ter você aqui :)

    Olá!

    Olá, viajante! Seja bem-vind@ 🙂 Para viajar não é preciso que você gaste todas as suas economias. Porém, uma aventura barata e de qualidade demanda planejamento e muita pesquisa! Pensando nisso, criamos esse espaço para a troca de conhecimento entre viajantes. Então sinta-se à vontade para perguntar, mandar sugestões e fazer desse cantinho um lugar mais interativo! Por aqui você irá encontrar várias dicas bacanas para, finalmente, visitar os destinos dos seus sonhos. E o mais importante, sem voltar cheio de dívidas ou deixar de aproveitar ótimas oportunidades, por achar que vai ser caro demais. Puxa uma cadeira e vem perceber com a gente que mesmo no lugar mais chique do mundo é possível entrar e tomar, pelo menos, um cafezinho. Também gosta de viajar low cost e quer colaborar com o blog? Manda e-mail pra gente! contato@umcafeemcadacanto.com

  • Colaboradores

    Sobre a autora – Luísa

    Desde que eu me entendo por gente sou completamente apaixonada por viagens. Minha mãe sempre falou que se preparava psicologicamente para o dia em que eu sairia pelo mundo, sem destino certo nem data para voltar. No entanto, percebi cedo que para viajar é preciso mais que apenas força de vontade. Para criar boas memórias é necessário mais do que diziam os posts encorajadores que eu lia no tumblr (ainda existe?) sobre se aventurar. Um pouco mais velha e ainda com a grana curta, comecei a criar estratégias para aumentar a minha renda e viajar sempre que pudesse. O problema foi que, no início, eu não me permiti viver algumas experiências bacanas. O medo de gastar mais do que devia me privou de muita coisa. Após muita leitura e uns bons anos de prática, adquiri meu próprio equilíbrio (cada um tem seus limites e vontades, né?) e aprendi o suficiente para planejar viagens com regularidade e sem me desesperar com as finanças. Conheci, também, muitas pessoas que viajam nesse esquema low cost e querem compartilhar com o mundo o que aprenderam. Com isso, veio a ideia de criar esse blog: um espaço de colaboração entre viajantes apaixonados.   E-mail: luisa@umcafeemcadacanto.com