• Dicas,  Histórias de viagem,  Perrengues

    Lidando com imprevistos na viagem

    Viagens são assim: você passa meses planejando, comprando passagem e reservando hotel. Antes de viajar, você já viveu cada minuto na sua mente, só imaginando. A gente realmente espera que tudo corra como planejado, mas a vida dá seu jeito e imprevistos acontecem, é inevitável! Muitas pessoas já passaram por isso, a gente sempre escuta falar, mas quando é com você… vixe. O que fazer agora? Esses são os infortúnios que já aconteceram comigo enquanto viajava e o que eu fiz pra tentar contornar a situação:   VOO CANCELADO Tive o meu primeiro voo cancelado em 2016: eu ia de Paris pra Florença na parte da tarde, cheguei no aeroporto  com um pouco de antecedência e no balcão de check-in me informaram sobre o cancelamento. Não foi um cancelamento normal, culpa de voo atrasado ou tempo ruim. Estava rolando uma greve dos controladores de tráfego aéreo na França inteira, então todos os voos depois de certo horário foram cancelados. O aeroporto estava um caos, filas pra todo lado e sem muitas instruções do que fazer. Dessa experiência toda eu tirei algumas dicas sobre como agir.   O que você precisa saber e eu não sabia: Em primeiro lugar, a companhia me enviou um e-mail avisando sobre o cancelamento 24hrs antes. Eu não tinha visto, então cheguei ao aeroporto totalmente despreparada. Cheque o seu email um dia antes do seu voo. Além de cancelamentos, é importante ficar atento pra mudanças de horário também. Você tem direito a um voucher ou uma certa quantia pra fazer um lanche, não é muito e tem uma fila pra receber: pergunte por ela. Isso também acontece em caso de atraso de voos, não só cancelamento. Quando um voo é cancelado, a companhia tenta te realocar no próximo voo disponível para o seu destino (se for só no dia seguinte, a companhia pode até te pagar uma diária num hotel, mas calma que não é assim sempre e depende de muitos fatores). Como tinha uma greve acontecendo, a previsão mais próxima pra conseguir chegar no meu destino era num voo em dois dias. Na fila pra tentar entender o que estava acontecendo eu conheci muita gente na mesma situação que agiu de formas diferentes, você pode até tentar. Teve quem pagou o hotel (que não foi fornecido pela companhia, já que o cancelamento foi uma circunstância fora do controle) e torcia pra que fossem reembolsados depois, teve…

  • Histórias de viagem,  Perrengues,  Uruguai

    A primeira vergonha em outro idioma a gente nunca esquece

    Olá, viajante! Vez ou outra nos deparamos com imprevistos ou dificuldades em nossas viagens. Alguns mais sérios, outros engraçados, no final tudo vira história para contar. Como você lida com esses contratempos?   Dificuldade em aprender outro idioma e a importância de arriscar na hora de falar Eu nunca fui boa em espanhol. Costumava ser minha pior nota do colégio (depois de física, claro). De modo geral, eu sempre batalhei para aprender outro idioma. Fiz anos de cursinho de inglês e dois intercâmbios para os Estados Unidos, mas dou adeus à fluência sempre que fico um pouco de tempo sem praticar. Apesar disso, eu tenho pouca vergonha na hora de me comunicar com estrangeiros. Viajando pela América do Sul e por outros países cuja língua eu não domino, percebi que, com jeitinho e paciência, todo mundo é capaz de entender e se fazer entender. E, como já diz sábio o ditado popular, quem não arrisca, não petisca. No entanto, a cara de pau pode te fazer pagar alguns micos também rs.   Falta de planejamento e contratempos cotidianos Lá estava eu, em pleno verão uruguaio, explorando Montevidéu com mais 4 amigos. Foi uma viagem muito esperada e, para mim, era a realização de mais um sonho. Como tínhamos a intenção de passar pela capital tanto no início quanto no final do mochilão, optamos por ficar em bairros diferentes nas duas mini temporadas. Após pesquisarmos bastante, escolhemos o bairro Pocitos para nossa primeira estadia. Como tínhamos chegado um dia antes naquele país maravilhoso, não podíamos estar mais empolgados. Decidimos, então, ir caminhando do nosso local de estadia até o Centro Histórico. Afinal, o que eram 5km para quem já estava até planejando uma travessia entre duas cidades, não é mesmo? Após explorarmos o Centro de Montevidéu e tomarmos nosso primeiro café juntos, decidimos que era hora de voltar para o hostel. Porém, não tínhamos internet, nem fazíamos ideia de qual condução pegar para Pocitos. Decidimos, então, colocar nosso portunhol pra jogo e pedir informação para a atendente de um centro de exposições perto de onde estávamos.   A primeira vergonha em outro idioma a gente nunca esquece Eu, super animada para me comunicar com uruguaios, fui perguntar para a moça como fazíamos para chegar ao nosso destino. Acontece, que como eu disse no início do post, eu era péssima em espanhol no colégio. Lembrava de poucas coisas, mas de uma eu tinha certeza: como se pronuncia…